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Declaração de Londres 09/12/04
«
A QUALIDADE DO CACAU, UMA NECESSIDADE ECONÔMICA»
MOTIVACÕES
Os critérios qualitativos de classificação
permitem identificar os principais defeitos do beneficiamento,
transporte e armazenagem das amêndoas, para valorizar, logo
na hora de comprar, o potençial de lucro ou prejuizo assumido
pelas industrias no processo de transformação.
Prêmios
e multas vinculadas pela umidade e a contaminação
fungica do cacau são atuamente os principais critérios
avaliados ; a acidez e o teor de gordura das amêndoas ficam
presos às estimaçoes médias dos lotes nacionais.
A duvida sobre a qualidade de cada lote persiste, bem como os
riscos meteorologicos e politicos de abastecimento. A forte volatilidade
das cotações exprima o custo destes riscos.
Produtores,
negociantes, transformadores e chocolateiros devem cumprir um
risco individual oneroso, vinculado pela duvida, pela desconfiança
e a ignorância coletiva.
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Segurar a produção
A perenidade do mercado do cacau depende da transparência,
da visibilidade de longo prazo e da securidade de cada um dos
atores produtivos.
Os
produtores são economicamente frageis, na beira da subsistência.
A renda familiar não coresponde mais ao trabalho fornecido,
e é esta dependência no mercado que os empurra a
preferir o cultivo sazonal de curto prazo.
Valorizar
a qualidade do trabalho permite a cada um controlar a sua produção,
aprimorando à constantemente, na certeza individual de
conseguir uma posição melhor. A personificação
da produção ultrapassa a logica de assistência,
fortalecendo o empreendedorisme, e transforma o fornecedor desiludido
num parceiro forte.
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Segurar
os custos
O
prêmio individual de qualidade produzida no campo oferece
lucros reais para cada um dos intervenientes da cadeia de transformação.
Lotes
de amêndoas uni varietal, selecionados nos frutos maduros
e sadios, precisamente fermentados, corretamente secados e calibrados,
produzem cacaus homogeneizados, doces, pouco acidos, ricos de
sabores sutis.
A
complexidade do blend dos cacaus, da parametragem das torrefações
e da conchagem, a importância dos custos do material e de
funcionamento para corrigir os defeitos atuais são assim
poupados.
Os
lucros induzidos pela celeridade e a simplicidade de transformação
das amêndoas, compensam o diferencial de preço oferecido
pelos produtores.
Segurar
a qualidade com a idendidade
A
identificação precisa dos produtos permite aproximar
os intermediarios, e de considerar o trabalho e as dificuldades
de cada um. Esse relacionamento fortalece o entendimento, desenvolve
parcerias de longo prazo, estabiliza o volume e a qualidade da
produção.
O
cacau sob medida é uma realidade para os chocolateiros,
hoje disponivel pela industria.
O
processo de produção desenvolvido pelo CIRAD autoriza
os produtores à definir os padrões de qualidade
precisos, corespondente aos pedidos de cada cliente. Apoiados
pelas organizações rurais, a qualidade e o rigor
do trabalho satisfaz a paladares dos mais exigentes.
Fonte
de prazer, os chocolates é seus derivados apresentam uma
forte elasticidade de preço frente a qualidade ; não
existe limite.
A identidade das marcas comerciais são fortalecidas pela
personificação do produto, fator determinante pelo
consumidor frente a abundância de ofertas anônimas.
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Os laços privilegiados asseguram um conhecimento perfeito
das lavouras, dos produtores, dos lotes e da origem particular.
O
controle de produção permite a prevenção
dos riscos fitosanitarios, e a identificação das
parcelas e dos lotes que poderiam apresentar uma concentração
toxica elevada.
Garantir
a securidade pela traçabilidade
As
organizações de produtores cruzam os dados das lavouras,
o conhecimento e a experiênca de cada um com os resultados
das pesquisas cientificas, contribuindo assim para o melhoramento
permanente das técnicas de produção e de
beneficiamento.
Estabilizar
o mercado
Os
diferencias por paises hoje oferecidos acima de uma cotação
unica não são pertinentes frente a essas exigências.
Estruturar
a oferta, afiando a descrição dos cacaus, consolida
o mercado, aproximando lhe das realidades de produção
e de consumação.
Os diferencias varietais abrem um espaco para cotações
distintas, seguindo a finalidade delas : a granulometria dos cacaus
da familia dos Forasteiros adequada pela extração
da manteiga não se confundem com a finesa dos Criollos
e hibridos Trinitarios, famosos e valorizados.
As
cotações varietais serão as referências
acima dos quais poderão se articular ãs negociações
dos contratos, cujo valor final sera definido pela qualidade de
origem das amêndoas.
Os lotes identificados ja na produção asseguram
a integridade do cacau na cadeia logistica, autorizando assim
a desclassificação os que não podem se conformar
nas exigências fisicas e quimicas definidas no contrato.
A
qualidade individual de produção é então
valorizada seguindo critérios objetivos e precisos, criando
assim uma concorrência sadia, fonte de lucros constantes
de produtividade e de qualidade, independentemente dos volumes
oferecidos.
A
qualidade identificada e valorizada é um eixo de desenvolvimento
sustentavel e de estabilização dos mercados do cacau
e dos chocolates.
Todos
os participantes beneficiam da qualidade do trabalho deles e dos
proprios fornecedores, uma verdadeira cadeia de agregação
de valores.
A
qualidade dos produtos de luxo assegura a perenidade e a expansão,
protegidos das oscilações especulativas.
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